quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Não Nos É Permitido Retroceder


Temos um desafio como lideranças comunitárias: Manter vivo em nós a chama ardente pela transformação social. Em outros termos, não se deixar levar pelo discurso da descrença, do falso moralismo ou mesmo da apatia induzida. Aqueles, que desejam que não acreditemos que podemos incidir politicamente em diversas áreas, buscam preencher esses espaços abandonados por nós com suas técnicas não muito éticas. Desde cedo aprendemos que “se não participamos, alguém participa em nosso lugar, e participando poderá decidir contra nós”.

O que temos visto nos últimos dias poderia contribuir para aumentar a descrença na política brasileira. Fazendo uma avaliação rápida do processo eleitoral, percebemos que muitos dos candidatos que hoje disputam o poder, se perdem em um emaranhado de acusações que só se realizam porque encontra um público atento a esse tipo de tática eleitoral, mas displicente quanto as reais propostas de governança para esse país.

Para nós que estamos diariamente no campo de batalha das lutas pelos direitos de crianças, adolescentes, jovens e idosos não nos é permitido retroceder ou mesmo desanimar. Um erro poderia culminar com menos investimentos nessas áreas prioritárias e até mesmo com a retirada de direitos conquistados com vários anos de luta. Não desejamos que isso venha acontecer, por isso temos como responsabilidade pautar esses temas, sendo a voz de milhares de pessoas que ainda não foram escutadas.

Como agentes comunitários de desenvolvimento social nossas reflexões políticas devem partir do lugar onde estiver o pobre, oprimido e violentado. É desse lugar que se deve escutar nosso grito por justiça e nossa voz de denúncia. É a partir desse lugar e em nome desse povo que devemos pautar nossas decisões políticas. Se como lideranças somos apáticos e alimentamos o discurso da descrença na política, estamos contribuindo para que as situações de injustiças existentes em nossas comunidades não venham a se modificar.

Finalmente, que nos apresentemos como povo presente para as batalhas que ainda não foram vencidas e não como meros expectadores dos discursos que retiram o foco dos mais necessitados. 

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