domingo, 27 de julho de 2014

Palestina e Israel, Lutar Pela Vida É Necessário

Nos últimos dias o conflito entre israelenses e palestinos tem causado comoção mundial. Milhares de pessoas, maioria palestina, estão sofrendo as consequências de ataques sangrentos sem o mínimo de respeito à vida humana. Divergências fora do mundo palestino têm se desenvolvido, principalmente na hora de defender algum envolvido no conflito.

Tenho sido questionado várias vezes por acusar Israel de cometer um genocídio ético na região. As acusações perpassam a ideia que não tenho visto o ponto de vista de Israel e sua necessidade de defender-se dos foguetes palestinos, como também de me comportar como um árduo defensor do terrorismo, sendo assim também comunista e todos os conceitos ideológicos que tenham alguma relação com a esquerda política.

Nessas próximas linhas apresentarei o meu ponto de vista sobre o atual panorama, baseado em alguns questionamentos levantados. O primeiro deles é que se fosse ao contrário, se a Palestina, através do Hamas, estivesse atacando e matando milhares de israelenses, eu continuaria defendendo os palestinos? A questão aqui levantada não é a defesa de um dos lados, mas sim a defesa da vida. O mundo árabe tem suas dificuldades quanto a liberdade de expressão, dentre outras, mas isso não justifica que eu saia assassinando árabes. Precisamos defender a vida em todas as suas formas. Os ataques do Hamas, ferindo inocentes israelitas devem ser condenados. O ataque das forças militares de Israel também, principalmente por sua desproporcionalidade, que levou a morte milhares de civis palestinos, sendo 25% de crianças. Esse é fato que questionamos e continuaremos a questionar. Isso não tem nenhuma relação em ser comunista, terrorista ou qualquer outro termo. Isso é uma defesa da vida.

Outra questão: não me preocupe com outros conflitos, como o caso da Síria ou mesmo o número altíssimo de assassinatos no Brasil? Quem me conhece sabe da minha luta diária para evitar que mais adolescentes e jovens venham a ser sucumbidos pela morte prematura por conta das drogas e outras mazelas sociais. Preocupe-me e choro com a morte desses adolescentes, principalmente aqueles que são mais próximos de mim. Como também tenho orado pela paz na Síria, como fizemos no Jejum Solidário, organizado pela Visão Mundial, onde motivamos a várias igrejas estarem em clamor pelas crianças que vivem nesse país. Essa tem sido nossa oração diária e desejo sempre presente. Entretanto, isso não significa que eu não possa denunciar mais um conflito e exigir uma solução pacífica, mas que seja justa para ambos os lados. Esse discurso apenas serve para tirar o foco sobre o que Israel tem feito na Faixa de Gaza, e não sei explicar ainda quem está interessado nisso.


Finalizando, os números apresentados pela ONU nos levam a acreditar que algo precisa ser feito de imediato para solucionar esse conflito. O que acontece agora não é fruto da morte de três adolescentes israelenses. É fruto de um sistema de opressão construído por Israel que não permite que um palestino respire sem autorização, como foi lembrado por Eduardo Galeano. Os números são chocantes: 857 palestinos assassinados, sendo 194 crianças. 4.605 palestinos feridos, sendo pelo menos 1.200 crianças. 39 israelenses assassinados, sendo 37 soldados. 167.000 palestinos deslocados em 95 escolas da ONU e locais. 165.000 crianças palestinas precisam de apoio psicossocial. 1.200.000 palestinos sem qualquer acesso ou com acesso parcial a serviços de água e saneamento básico.  Mais do que números, tratam-se de vidas. Por isso, que precisamos de uma solução rápida para esse conflito. Não apenas um cessar-fogo que mantenha as péssimas condições de vida na Palestina, mas um cessar-fogo completo, que ponha fim a barreira imposta a Faixa de Gaza. A Palestina não necessita de migalhas de Israel, necessita ser livre. E essa tem sido minha posição! 

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