sábado, 10 de agosto de 2013

NOTA DE APOIO AOS MANIFESTANTES NO PARQUE DO COCÓ (REDE SUSTENTABILIDADE NO CEARÁ)



Nós que formamos a Rede Sustentabilidade no Ceará, viemos através dessa nota prestar nossa solidariedade e apoio aos manifestantes que ocupam o Parque do Cocó, em protesto a construção de um viaduto naquela região. Entendemos que essa obra não resolverá os problemas de mobilidade urbana da cidade de Fortaleza, como também é uma agressão a uma das poucas áreas verdes de preservação ambiental em nossa cidade.

Defendemos que o Governo do Estado do Ceará assine o Decreto legalizando de fato, o Parque do Cocó, pondo um fim a todas as intervenções que avançam e degrada o Parque do Cocó. Como por exemplo, a construção do viaduto, a ponte estaiada e especulação imobiliária que avança sobre as dunas do Cocó, áreas que desempenham um importante papel na recarga dos aquíferos.

A Prefeitura e o Governo Estadual, ao invés de abrir um amplo debate com a sociedade civil organizada e academia sobre o projeto e permitir que sejam apresentadas propostas alternativas para qualificar a mobilidade urbana na região, insiste em um modelo atrasado que valoriza apenas o transporte motorizado na cidade em detrimento dos outros modos de locomoção, como transportes de massas e ciclovias, além de provocar grandes danos ambientais e sociais para a região. 

Dentre os inúmeros problemas da construção do viaduto, a obra foi iniciada sem a licença da União e sem que fosse apresentado o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). Com as irregularidades jurídicas, a obra foi suspensa por decisão do Senhor Juiz Francisco Roberto Machado

‪#‎REDE‬ SUSTENTABILIDADE CEARÁ também questiona o modelo de desenvolvimento adotado em Fortaleza e no Ceará, que é socialmente injusto e ecologicamente predatório. Também repudiamos a ação violenta da Guarda Municipal de Fortaleza no último dia 08 de agosto, quando de forma violenta e ilegal expulsou os manifestantes do Parque do Cocó. O caminho para o consenso sobre a obra é feito através do diálogo e do respeito, não com armas e truculência. O que vimos nesses dias foi um claro desrespeito aos princípios democráticos.

Esperamos que a Prefeitura Municipal de Fortaleza encontre soluções para um diálogo respeitoso com os manifestantes que ocupam o Parque do Cocó a cerca de trinta dias, e que esteja ciente que para se construir uma nova sociedade mais justa, igualitária e plenamente sustentável é necessário ouvir as vozes que emergem das ruas. 

Rede Sustentabilidade Ceará,
Fortaleza, 10 de agosto de 2013.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Pepe Mujica: “Pobre é quem precisa de muito para viver”

O presidente do Uruguai, José Mujica, afirmou em entrevista concedida na última sexta-feira à rede estatal chinesaXinhua que não concorda com o título que lhe foi atribuído pela imprensa internacional de “presidente mais pobre do mundo”, em razão de seu estilo de vida simples. Segundo ele, esse título é incorreto porque “pobres são aqueles que precisam de muito para viver”. Segundo ele, sua vida austera tem como objetivo “manter-se livre”.

“Eu não sou pobre. Pobre são aqueles que precisam de muito para viver, esses são os verdadeiros pobres, eu tenho o suficiente”, afirmou.
pepe mujica presidente pobre uruguai
Pepe Mujica rejeita título de presidente mais pobre do mundo: “pobre é quem precisa de muito para viver” (Foto: EFE)
“Sou austero, sóbrio, carrego poucas coisas comigo, porque para viver não preciso muito mais do que tenho. Luto pela liberdade e liberdade é ter tempo para fazer o que se gosta”, disse o presidente. Ele considera que o indivíduo não é livre quando trabalha, porque está submetido à lei da necessidade. “Deve-se trabalhar muito, mas não me venham com essa história de que a vida é só isso”.
Assim como já fez com outros correspondentes internacionais, Mujica recebeu a equipe de reportagem chinesa em sua modesta propriedade rural em Rincón del Cierro, nos arredores de Montevidéu, ao lado dos cães e galinhas que cria e alimenta todos os dias.
Aos 77 anos, Mujica doa 90 % de seu salário de 260.000 pesos uruguaios (quase 28 mil reais) a instituições de caridade. Não possui cartão de crédito nem conta bancária. Sua lista de bens em 2012 inclui um terreno de sua propriedade e dois com os quais conta com 50% de participação, todos na mesma área rural – diz ter alma de camponês, e se orgulha de sua plantação de acelgas, e já pensa em voltar a cultivar flores.
Possui dois velhos automóveis dos anos 1980 (entre eles um Fusca com o qual vai ao trabalho) e três tratores.
Segundo o presidente uruguaio, essa opção de vida foi gestada durante os anos em que viveu preso sob duras condições (1972-1985) em razão de sua atividade como guerrilheiro como membro do MLN-T (Movimento de Libertação Nacional – Tupamaru), movimento que lutou contra a ditadura militar.
“Por que cheguei a esse ponto? Porque vivi muitos anos em que, quando recebia um colchão à noite para dormir já me dava por contente. Foi quando passei a valorizar as coisas de maneira diferente”, disse ele sobre seus tempos de cárcere, quando disse ter passado a conversar com rãs e formigas para “não enlouquecer”.
Ele afirmou duvidar que a próxima eleição presidencial, marcada para 2014, vá atrapalhar sua gestão, e se diz animado com um projeto pessoal para quando deixar o Executivo, em março de 2015: “Quando terminar esse trampo (changa em espanhol, referindo-se à Presidência) que tenho agora, vou me dedicar a fazer uma escola de trabalhos rurais nesta região”.
“O governo funcionará até o último dia, mas já adianto que após as eleições os governos uruguaios costumam tomar medidas de impacto”, quando espera avançar medidas de infraestrutura sobre portos em águas profundas e a renovação da rede ferroviária, além da lei de regulação da mídia.
Quando perguntado se após deixar o governo ele tentará acumular fortuna, ele disse: “Depois terei de gastar tempo para cuidar do dinheiro e muito mais tempo da minha vida para ver se estou perdendo ou ganhando. Não, isso não é vida”, enfatizou.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Diga Não à Fome


A campanha “Diga Não á Fome”nos convida a solidarizarmos com as pessoas que sofrem com a fome, a sentirmos motivados a trabalharmos por um mundo mais justo e a mobilizarmos para desenvolver, junto com outras pessoas, ações concretas em favor das pessoas empobrecidas na América Latina e África. Um convite que devemos responder com consciência cristã e sensibilidade humana.
Quando nos referimos à consciência cristã falamos em viver na prática social aquilo que professamos crer: em um Deus justo, solidário e amoroso que procura a vida plena para todas as pessoas. E se cremos em um Deus assim, não temos alternativa a não ser unirmos com Ele como parceiros na promoção de seu Reino, que é um Reino de paz, reconciliação e bem-estar integral.

Por isso, convido a todos a unirmos conosco em três momentos:

1. Compartilhe com seus adolescentes e jovens, através de oficinas e as redes sociais, as causas da fome no mundo.

2. Desenvolva uma ação de serviço voluntário com adolescentes e jovens.

3. Unir-se no fim de semana de oração e jejum (16 a 18 de agosto). Nesse fim de Semana de Jejum e Ação milhares de adolescentes e jovens de todo o continente farão jejum e realizarão ações de serviço voluntário.

Os motivos de nossa oração são muito urgentes. Hoje 870 milhões de pessoas no mundo não tem o suficiente para comer. E cada 12 segundos uma criança morre de fome no mundo. Se sua igreja deseja participar desse momento, será uma alegria podermos orar juntos por essa causa.

A Visão Mundial, que está organizando essa campanha, é uma ONG de desenvolvimento que trabalha com temas de desenvolvimento, promoção da justiça e ajuda humanitária, que abrange uma série de ações.

Como Lutar Pela Democracia?

Nos dias que antecederiam o afastamento da Presidenta Dilma Roussef de suas funções no Governo Federal, recordo que fomos até a Avenida...